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Meia diz que torneio de 2000 não tem peso e que prefere os títulos de 1995
A reportagem do LANCE! procurou alguns dos heróis de 2000 para
eles falarem sobre a conquista do Mundial de Clubes e analisarem o atual
momento do Corinthians.
Marcelinho foi o terceiro, depois de Luizão e Ricardinho. Recordista
de títulos pelo clube e um dos maiores ídolos da história
corintiana, no entanto, o Pé-de-Anjo surpreendeu na primeira
resposta.
– Com sinceridade, os títulos paulista e da Copa do Brasil,
em 1995, foram mais importantes. Porque o Corinthians não era
campeão paulista havia sete anos e a Copa do Brasil nunca tinha
sido conquistada por um time paulista. Nós quebramos os dois
tabus – disparou o meia.
– O quê? Como assim, Marcelo?
– O Mundial tem toda essa briga de que não valeu porque
o Corinthians não ganhou a Libertadores. A Globo também
não cobriu (foi transmitido pela TV Bandeirantes)... Foi legal,
merecemos ganhar o Mundial porque jogamos mais do que o Real Madrid
e o Vasco, mas não tivemos o trajeto que o Flamengo, o Grêmio,
o São Paulo e outros tiveram. Por isso acho que não é
a mesma coisa.
– Ih, acho que você vai derrubar nossa pauta...
– Estou sendo sincero contigo.
– Mas foi o primeiro Mundial de Clubes organizado pela Fifa...
– Tudo bem, mas para o jogador tem de ter o trajeto da Libertadores.
Não desmerecendo o título, mas acho que não valeu
como Mundial.
– E o jogo desta quarta-feira contra o Vasco? Tem de ser encarado
como uma decisão de Mundial?
– Também acho que não tem nada a ver isso aí.
Olha a diferença dos jogadores! O Vasco era piada! Tinha Romário,
Edmundo, Juninho Pernambucano... O Corinthians nem se fala. Hoje, o
Corinthians não está disputando nada e o Vasco está
tentando uma vaga na Sul-Americana. Não tem sentido essa comparação!
– Por que você acha que o Corinthians caiu tanto de 2000
para cá? De campeão do mundo, embora você diga que
não tem esse peso, a um dos candidatos ao rebaixamento?
– Porque não se planejou como se planejava antes. Depois,
vieram as coisas obscuras, colocaram interesses pessoais à frente
da instituição e deu no que deu. O que aconteceu em 2005,
por exemplo... O verdadeiro campeão é o Internacional.
Quando começa errado, termina errado.
– Sério!?!?
– Estou sendo sincero.
– Obrigado, Marcelo.
– De nada. Abraço.
E assim terminou a curta entrevista com Marcelinho.
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