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Amadores fazem a grande festa da Maratona de SP
por Alexandre Koda
03/06/07 - 17:37h
Fonte: Webrun
Entre os mais de 10 mil atletas que participaram nesse domingo da
Maratona de São Paulo, na região do Parque do Ibirapuera,
a grande maioria era formada por atletas amadores. Muitos deles, além
de correr, estiveram presentes para exibir alguma mensagem ou realizar
algum tipo de protesto.
Juiz corrupto, Papa, emília e palhaço eram alguns dos
personagens que disputaram os 42,195 metros ou as provas menores de
cinco e 10 mil metros, que aconteceram simultaneamente ao evento principal.
Muitos não usavam adereços, eram ilustres desconhecidos
entre a multidão, mas ostentavam o mesmo sentimento após
a chegada: o de dever cumprido.
Silvio Barros foi um dos que cruzou a linha orgulhoso por completar
sua terceira maratona, a primeira após uma pausa de cinco anos.
“O clima ajudou, consegui fazer o que tinha planejado, mas maratona
é muito esforço e requer muito treino e dedicação.
Foi muito sofrimento e ainda não sei se vou fazer outra ano
que vem”.
Mais personagens - Já Luiz Bezerra da Silva, de 61 anos, ainda
ofegante após a prova comenta sua 15ª participação
em maratonas. “A prova foi boa, me dou melhor com tempo frio
do que com calor. Já corri aqui quatro vezes e achei o percurso
de hoje ótimo, uma beleza”.
Um dos atletas que correu caracterizado foi Antônio José
Lima, que cruzou a chegada com dois cartões vermelhos nas mãos
e com a roupa repleta de réplicas de cédulas de dinheiro
em tamanho grande. “Isso aqui é um manifesto sobre as
coisas erradas que acontecem no Congresso e no futebol, como roubo.
Antes eu corria de padre, mas como padre não pode roubar, resolvi
me vestir de juiz corrupto”, ressalta. Já sobre a prova
em si, ele avalia como positiva. “A prova foi boa, senti cansaço
no final, pois estava um pouco despreparado, mas graças a Deus
conclui”.
Logo após o pórtico de chegada havia uma ambulância
de plantão para atender os atletas que chegassem em piores
condições e, logo à frente, um ambulatório
foi montado para atender o restante dos necessitados. “Tivemos
apenas um caso mais grave, de um senhor que teve um mal súbito
na chegada e foi removido para o hospital”, comenta o médico
responsável, Dr. Alexandre Augusto Ferreira. “Entre os
casos mais comuns de atendimentos tivemos dores musculares e hipotermia”,
completa.
A estrutura da competição contou com 17 ambulâncias,
sendo sete UTIs, 250 profissionais de saúde, 16 postos de água,
18 toneladas de gelo, 350 mil copos e 120 banheiros químicos.
Além disso, também estiveram presentes 1.100 staffs
e monitores, 600 homens da Polícia Militar e 180 agentes da
CET, que utilizaram 1.500 cones, 1.800 cavaletes, 24 quilômetros
de fita de isolamento e 140 faixas de trânsito.
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